Quando perder mete medo...

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Tenho muito medo de perder... não só bens materiais como, principalmente, aqueles que me são mais chegados.


Os bens materiais, eu sei... é estúpido... mas custa-me quando acontece algo que ponha a hipótese de perder na mesa. Por exemplo, há pouco tempo estalei o ecrã do telemóvel e senti a alma a estilhaçar quando aconteceu... algum tempo depois bateram-me no carro (só chapa, sem feridos) e acabei a ter um ataque de pânico ou ansiedade, nem sei bem... é uma parvoíce reagir assim, mas é mais forte do que eu.


Mas quando essa hipótese de perda é relativa a quem pertence ao meu minúsculo círculo de família e amigos... meu deus! É como se um pouquinho de mim se definhasse! A cabeça entra em espiral e, se antes já andava sempre a 1000, nessas alturas anda a 5000! O coração não consegue acalmar enquanto não sei que está tudo bem... a concentração é abaixo de zero... e tenho arrepios pela espinha acima uns atrás dos outros.


Não gosto de estar sempre a ligar-lhes, nem marcar encontros ou a chatear... mas saber que eles estão lá e que estão bem, deixa-me bem! Como falei no primeiro post, pudesse eu e embrulhava-os naqueles plásticos das bolinhas e atava-lhes um cordel infinito ao tornozelo. Ligava-os a mim para sempre! 


E é algo que não consigo compreender... o porquê deste medo irracional da perda...! Tenho consciência que nada é eterno e que não controlo nem o meu destino, quanto mais o dos outros! Só de pensar nisso, na hipótese de os perder, dá-me um nó no estômago e na garganta e tenho de fazer um esforço desumano para não deixar cair uma lágrima sequer...


Devíamos de ser imortais... isso é que era...


Ou, se calhar, eu é que devia de ser menos... "anormal"...!


A vossa "overthinker".


Tânia

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